Pai que agrediu professor alega "surto momentâneo" para proteger a filha
O pai da aluna que agrediu um professor em uma escola do Guará, localizado no Distrito Federal, disse estar arrependido do ato de violência, mas alega que sua conduta foi motivada após um "surto momentâneo" pelo fato de sua filha ter sido "humilhada" em sala de aula. A agressão ocorreu nesta segunda-feira (20).
Thiago Lênin Souza, de 41 anos, afirmou estar arrependido da conduta violenta, mas ressaltou que agiu "sem pensar" para socorrer a filha. "Sem dúvida alguma a atitude é reprovável [...] Agi de forma incorreta diante da situação, um surto momentâneo de um pai que só queria proteger sua filha", disse ele por meio de nota oficial
Segundo o agressor, sua filha "é a verdadeira vítima" porque a adolescente teria sido destratada pelo docente que, supostamente, teria fama de "xingar" os alunos no ambiente escolar. De acordo com o genitor, sua filha possui deficiência visual e, no dia do ocorrido, estava sem os óculos e "precisou do auxílio de um aparelho celular para copiar a matéria na lousa, o que fez durante todas as aulas de outros professores, sem problemas.
"Ocorre que o referido professor ao vê-la usando o celular proferiu palavras de baixo calão dentro da sala de aula. Minha filha se sentiu humilhada com as palavras usadas pelo professor, que deveria ser um exemplo de educador. O mínimo que se espera de alguém que se formou para ensinar educação é ser educado, respeitoso e saber conversar", disse o pai. Já o docente disse ser alvo de uma campanha de difamação online e afirmou que as críticas recebidas de outros alunos, após o episódio ganhar repercussão, têm o intuito de "denegri-lo".
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