Ciro Gomes volta ao PSDB, ataca Lula e faz mistério sobre candidatura
O ex-governador do Ceará, ex-ministro e ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, oficializou nesta quarta-feira (22) sua filiação ao PSDB, partido ao qual retorna após 29 anos. O anúncio foi feito durante um evento em Fortaleza (CE), onde também foi confirmado como o novo presidente da legenda no estado. Ciro deixou o PDT, partido em que estava desde 2015, retomando o vínculo com o PSDB, sigla pela qual governou o Ceará entre 1991 e 1994.
Em seu discurso, Ciro adotou o tom crítico que lhe é característico e mirou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O cearense ironizou Alckmin, chamando-o de “socialista” e “grande guru da esquerda”, em referência à aliança formada com o PT nas últimas eleições. Ele também afirmou que sua volta ao PSDB representa um novo ciclo político em sua trajetória.
Ciro aproveitou o evento para lançar críticas ao ministro da Educação, Camilo Santana, seu adversário político no estado. “Eu vou tirar a máscara do Camilo”, afirmou, reforçando as divergências com o atual ministro e aliado do governo federal. Segundo Ciro, o país vive um momento em que “as alianças políticas se tornaram convenientes”, e citou exemplos da trajetória de Lula para ilustrar suas críticas.
“Quando Lula se elege, chama o José Alencar, do PL, para ser o vice-presidente. Quando lançou Dilma, chamou Michel Temer, do MDB. Agora, mais recentemente, trouxe Alckmin, fundador do PSDB, que virou socialista da noite para o dia. Para eles, tudo pode”, declarou. A filiação marca o retorno de Ciro Gomes à cena política com um discurso de oposição ao governo federal e de reaproximação com o grupo tucano no Ceará.