Após vitória de Rodrigo Paz, direita assume também a maioria no Congresso da Bolívia
Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia com 54,5% dos votos no segundo turno, encerrando um ciclo de 20 anos de governos liderados pelo Movimento ao Socialismo (MAS), de Evo Morales. A vitória marca uma guinada histórica à direita no cenário político boliviano.
Além da conquista no Executivo, o PDC também obteve maioria no Congresso. Na nova composição da Câmara dos Deputados, o partido garantiu 45 cadeiras, seguido por Libre (37), Unidad (28), Participe (6), AP (5) e o enfraquecido MAS, que ficou com apenas uma. No Senado, a distribuição segue tendência semelhante: PDC com 15 cadeiras, Libre com 12, Unidad com 8 e APB/Súmate com 1.
A derrota do MAS é considerada simbólica e marca o fim de uma hegemonia que começou em 2006, quando Evo Morales chegou ao poder. O partido, que já foi dominante no Congresso, perdeu espaço gradualmente nos últimos anos, em meio a crises políticas e disputas internas.
Com a mudança, o equilíbrio político na América do Sul também se altera. O número de países governados pela esquerda caiu de nove para oito, enquanto os governos de direita passaram de três para quatro, reforçando uma tendência de realinhamento ideológico no continente.