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Condenado, Bolsonaro só voltaria às urnas em 2062; oposição pressiona por anistia

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), por participação em um plano de golpe de Estado, encerrou nesta quinta-feira (11) a etapa central do processo que o tornará inelegível por décadas. A decisão abriu espaço para uma nova frente de embate político: a articulação da oposição no Congresso Nacional em torno da aprovação de uma anistia ampla. Segundo lideranças oposicionistas, a resistência do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em avançar com o tema se devia, em parte, ao fato de Bolsonaro ainda não ter sido condenado. Agora, com o julgamento concluído, deputados enxergam uma oportunidade de colocar a proposta em pauta, incluindo no texto o perdão aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023 e ao próprio ex-presidente. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que pretende levar o projeto de anistia à reunião de líderes marcada para a próxima terça-feira (16). A expectativa é votar o pedido de urgência e, se houver acordo, até o mérito da proposta já no dia seguinte. “Com esta condenação, nos resta agora continuar lutando pela anistia. Fortalece a necessidade de corrigirmos os rumos… e a anistia, que outrora a gente lutava só para os presos políticos do 8 de janeiro, a partir de agora também para o presidente Bolsonaro e os demais réus”, declarou.
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