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Eduardo Bolsonaro enfrenta pedidos de cassação e indiciamento da PF, mas chances de punição são incertas

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é alvo de quatro representações no Conselho de Ética da Câmara, mas líderes do colegiado avaliam que a cassação de seu mandato enfrenta entraves. A ausência de uma condenação formal por conspiração contra o governo e a divisão política entre esquerda, direita e Centrão reduzem as possibilidades de punição. O relator do caso, que será definido por sorteio, terá papel decisivo no andamento do processo.

As representações foram encaminhadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após declarações de Eduardo sobre possíveis sanções internacionais e perda de vistos americanos, em que citou Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). As falas foram interpretadas como tentativa de pressão política, levando ao pedido de apuração. Apesar disso, o presidente do Conselho de Ética, Fabio Schiochet (União-SC), declarou não ver quebra de decoro nas ações.

Paralelamente, a Polícia Federal indiciou Eduardo Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O relatório aponta articulação para obstruir investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e menciona também o pastor Silas Malafaia. O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O tema ganhou espaço no debate político. Parlamentares de esquerda se posicionam a favor da cassação de Eduardo, enquanto a direita tende a defendê-lo e acusa perseguição política. O Centrão, que controla a presidência do Conselho de Ética, aparece como fiel da balança no processo. Agora, caberá ao procurador-geral Paulo Gonet decidir se oferece denúncia, pede diligências ou arquiva o inquérito — hipótese vista como pouco provável.

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