Fraudes do INSS: Polícia Federal já prendeu 8 pessoas, cumpriu 211 mandados de busca e apreensão em 14 estados e recuperou R$1 bilhão
A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), já prendeu oito investigados por fraudes em descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Seis deles foram detidos na primeira fase da operação, em abril, no Ceará, todos empresários ligados a associações descredenciadas que mantinham acordos com o órgão.
Outros dois investigados foram presos preventivamente durante a quinta fase, realizada em 17 de junho. Ao todo, a operação já cumpriu 211 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal, além de seis mandados de prisão temporária e ordens de sequestro de bens que ultrapassam R$ 1 bilhão.
Segundo a CGU, entre 2019 e 2024, os investigados teriam causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões com descontos associativos não autorizados. Seis servidores públicos foram afastados de suas funções.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), que tem como um dos diretores Frei Chico, irmão do presidente Lula. Segundo relatório da CGU, 76,9% dos beneficiários com descontos vinculados ao Sindnapi nunca autorizaram as cobranças.
A receita da entidade saltou de R$ 23 milhões, em 2020, para R$ 154 milhões em 2024. O ministro Aroldo Cedraz determinou inspeções no INSS, no Ministério da Previdência e na Dataprev.
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