Juíza é demitida após copiar e colar trechos de sentenças em 2 mil processos
A magistrada Angélica Chamon Layoun foi desligada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul após investigação revelar um esquema de reprodução automática de decisões judiciais em cerca de dois mil processos cíveis. Lotada na comarca de Cachoeira do Sul, ela teria usado um método de copiar e colar trechos prontos em ações antigas, inclusive reabrindo processos já arquivados, apenas para incluir novos despachos padronizados e melhorar seus números de produtividade.
A exoneração foi aprovada por unanimidade após processo disciplinar e transitou em julgado no mês de julho. O TJ entendeu que a conduta violava os princípios de isonomia e individualização das decisões judiciais, ainda que não tenha havido, segundo o processo, prejuízo direto às partes.
A defesa da juíza recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), argumentando que a penalidade foi desproporcional. Alega, ainda, que Angélica enfrentava uma sobrecarga herdada na vara e que adotou práticas consideradas normais para reorganizar os processos. Os advogados também denunciam que ela teria sido alvo de discriminação por ser mulher, nordestina e mãe de uma criança com autismo.
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