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Operação Trapaça: Oito influenciadores são denunciados pelo MP e penas ultrapassam 250 anos de prisão

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), ofereceu denúncia, no último dia 9, no âmbito da Operação Trapaça, que apura a atuação de uma organização criminosa (Orcrim) voltada à prática de fraudes estruturadas, exploração de jogos de azar on-line, lavagem de dinheiro e manipulação de rifas. A investigação inicial teve como foco o cassino virtual “Fortune Tiger”, popularmente conhecido como jogo do tigrinho, cuja popularização ocorreu por meio de campanhas massivas promovidas por influenciadores digitais. A ação penal também destaca a manipulação de rifas promovidas nas redes sociais, onde há indícios de que os sorteios eram fraudados para beneficiar integrantes da Orcrim, em prejuízo dos participantes. Entre os denunciados estão o proprietário formal de veículos de luxo utilizados pelo suposto líder, sua esposa – que também atua na divulgação de jogos e rifas –, e um sócio em uma das empresas investigadas. Ao todo, oito influenciadores digitais foram denunciados. Para o líder da Orcrim, o Ministério Público requereu condenação de 77 anos e cinco meses. Para os outros sete, as penas somam 177 anos e dois meses de prisão, totalizando, para todos eles, 254,7 anos de reclusão.
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