Acusado de violar acordo, Mauro Cid pode voltar a responder pelos crimes
O acordo de delação premiada firmado pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, está sob risco após vir a público que ele violou cláusulas de confidencialidade ao publicar mensagens em uma rede social. Se o acordo for oficialmente cancelado, Cid poderá voltar a responder pelos mesmos crimes atribuídos aos demais réus do processo. Em caso de condenação, a pena pode chegar a até 40 anos de prisão.
Em troca das revelações feitas à Polícia Federal, Cid havia pedido perdão judicial ou, no máximo, uma condenação de até dois anos. Como já ficou preso preventivamente por cinco meses e cumpre medidas cautelares com tornozeleira eletrônica há mais de dois anos, essa pena estaria tecnicamente cumprida.
A delação também beneficiaria familiares: o pai, general Lourena Cid, investigado por suposta ajuda na venda de presentes recebidos por Bolsonaro durante o mandato, além da esposa e da filha do militar. Todos teriam direito à proteção da Polícia Federal mesmo após o encerramento do processo. Mas os privilégios agora estão ameaçados.
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