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Ataques cibernéticos prejudicam usuários e provedores de internet em Alagoas

Cerca de 2 milhões de pessoas em Alagoas estão enfrentando dificuldades de acesso à internet devido a ataques cibernéticos direcionados às empresas locais de provedores de internet. Desde setembro de 2024, todas as empresas alagoanas do setor foram alvo dessa onda de ataques, gerando enormes prejuízos econômicos e sociais. “Só com proteção gastamos R$ 15 milhões. Não tem como mensurar os prejuízos. Cancelamos contratos e o pai de família perde o emprego com isso", afirmou Wellington Santos, vice-presidente da Associação dos Provedores de Internet do Estado de Alagoas (Aspeal). Além dos clientes, os servidores públicos do Governo de Alagoas, Justiça Federal e de Prefeituras Alagoanas também são atingidos por esses ataques, já que usam o serviço de internet desses provedores. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Alagoas em parceria com a Polícia Federal, muitos dos ataques são originados de servidores internacionais e utilizam estratégias de negação de serviço distribuído (DDoS), que congestionam as redes dos provedores. Henrique Andrade, associado da Aspeal, destacou a gravidade da situação: “Agora estão atingindo 70 empresas ao mesmo tempo. Antes, era uma ou outra empresa”. A associação explicou que os ataques são altamente organizados e demandam investimentos significativos, com custos variando entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por ataque para os criminosos. Além disso, o presidente da Aspeal, Ângelo Rosa, mencionou que estão em contato com as autoridades responsáveis pela operação PowerOFF, liderada pela Europol, que desmantelou recentemente serviços usados para realizar ataques DDoS. A Aspeal reforça a importância de ações conjuntas entre provedores, governo e forças policiais para mitigar os danos e proteger a infraestrutura digital do estado, destacando que a situação requer medidas urgentes e abrangentes.
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