Rodrigo Cunha vai acionar o TRE-AL e o TSE para pedir celeridade no julgamento da cassação de Paulo Dantas e Renan Filho
Em pronunciamento na tribuna do Senado Federal nesta quinta-feira (30), o ex-candidato a governador de Alagoas e senador Rodrigo Cunha (União) disse que vai acionar o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) e o Superior Tribunal Eleitoral (TSE), para os pedir um olhar especial no julgamento do parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), que solicita a cassação do governador de Alagoas, Paulo Dantas, e do senador e atual ministro dos Transportes, Renan Filho, por distribuição de cestas básicas durante a campanha eleitoral de 2022.
“Vou solicitar a reunião com o Presidente do TRE em Alagoas, desembargador Washington Luiz. Inclusive, até acredito que ele vai pedir a sua suspeição, porque a filha dele é secretária do governador Paulo Dantas e era secretária do governador anterior (Renan Filho). Tenho certeza de que ele vai pedir a suspeição, vai se considerar suspeito. Também irei ao TSE conversar com o Ministro Alexandre de Moraes, para narrar pessoalmente todos os crimes eleitorais que foram cometidos contra os alagoanos, o que foi demonstrado nesse longo parecer do Ministério Público Federal”, disparou Rodrigo Cunha.
O senador salientou que não é contra a distribuição de alimentos para os necessitados, mas destaca que é contra usar a necessidade do povo para benefício próprio, "eu jamais fui e jamais serei contra a entrega de cestas à população carente. Eu sempre fui foi contra a distribuição ilegal cestas básicas como forma de comprar votos, usando a fome do nosso sofrido povo de Alagoas como uma moeda de troca política”, disse Cunha
O parlamentar aproveitou sua fala para lembrar do passado do governador. "A gente não pode se esquecer de maneira alguma de que Paulo Dantas, que hoje é o governador do estado, quando foi candidato também à reeleição chegou a ser afastado pelo STJ, acusado de ser o chefe de uma organização criminosa que desviou R$ 54 milhões da Assembleia Legislativa quando ele era deputado estadual, por meio da contratação de quase cem servidores fantasmas”, reiterou o parlamentar.
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