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Padre é condenado após chamar de “assassino” médico que fez aborto legal

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou o padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, da Diocese de Anápolis, no interior de Goiás, a pagar uma indenização de R$ 10 mil a um médico que ele chamou de assassino. O médico Olímpio Barbosa de Moraes realizou um procedimento legal que interrompeu a gravidez de uma menina de 10 anos que havia sido estuprada. Indignado o padre publicou um texto em sua rede social no qual acusou o médico de "assassinato". Em juízo, a defesa do padre alegou que, no texto que gerou a ação, o religioso fez uma crítica ao procedimento abortivo no Brasil, “qualquer que seja”, e ponderou que usou a palavra “assassínio” e não “assassino”. A decisão ainda cabe recurso “Tinha 22 semanas e quatro dias de vida (quase seis meses) e estava no útero da menina quando foi cruelmente assassinada [...]. O assassínio começou às 17 horas de domingo (16/08/2020) e só terminou às 10 horas de segunda-feira. Sem nome, sem registro civil, sem Batismo, a filhinha de [inicial da criança] foi tratada como lixo hospitalar, material biológico descartado. O autor deste segundo crime, o médico Olímpio Barbosa de Moraes, está em liberdade”, disse o padre.
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