14 de março de 2026
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Vítima é torturada e mantida em cárcere privado por colegas de apartamento

Durante esta quinta-feira (20), um pai em desespero solicitou ajuda da polícia. Em seu relato, o homem explica que sua filha, era vítima de cárcere privado e de tortura no bairro de Rio Novo, em Maceió.

Uma equipe da Operação Litorânea Integrada (Oplit) esteve na residência onde a vítima estava sendo impedida de sair, e prendeu as duas suspeitas dos crimes.

A jovem havia ido morar com a amiga, com quem dividia o aluguel da casa, porém, uma outra mulher, amiga dessa moradora também frequentava o local constantemente. Além das três mulheres, uma criança, que é filha da vítima de cárcere privado, também dormia na residência.

Durante uma conversa, a vítima teria contado que o ex-namorado dessa mulher que visitava a casa a procurou com interesse de ter um relacionamento amoroso. Motivada por ciúmes, a mulher trancou a jovem dentro do imóvel, com a ajuda da outra moradora.

As duas então deram início a uma sessão de tortura. A vítima foi agredida com tapas na cara, teve o cabelo picotado com tesoura e teve a sobrancelha raspada, enquanto era impedida de sair da residência. Tudo isso aconteceu na frente da filha da jovem.

Antes de ser torturada, a vítima havia compartilhado a localização do imóvel com o pai, por já temer a violência. O homem contou aos policiais que só tomou conhecimento do que estava acontecendo após receber o contato de outra filha, que mora no Rio de Janeiro.

“O pai recebeu filmagens da irmã da vítima, que mora no Rio de Janeiro, e ela estava preocupada, já que o vídeo foi compartilhado nas redes sociais e a vítima estava nessa situação. Com a última localização, ele foi até a base da Oplit para pedir ajuda”, disse Antônio de Pádua, coordenador da Oplit.

“Uma das mulheres, ao ver a viatura, já fugiu. Então uma das equipes foi atrás e conseguiu capturá-la. Ela informou onde estava a menina, indicou a casa. A equipe encontrou a outra mulher e a vítima. Todas foram levadas para central de flagrantes”, complementou.

As duas suspeitas foram ouvidas pelo delegado plantonista e vão responder pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal. Após ser libertada, a vítima ficou sob os cuidados da família.