Uma publicação do educador físico e palestrante Guto Galamba provocou ampla repercussão nas redes sociais ao abordar a forma como a obesidade tem sido tratada em políticas públicas e no debate social. No texto divulgado em seu perfil no Instagram, acompanhado de um vídeo, Galamba critica a equiparação automática da obesidade a condições que geram prioridade em filas, assentos e outros serviços, defendendo que esse enquadramento pode distorcer conceitos de justiça, saúde pública e empatia.
Na avaliação do palestrante, a prioridade foi criada para pessoas com limitações funcionais reais, e incluir automaticamente pessoas obesas nesse grupo ignora a complexidade do tema. Ele argumenta que, embora a obesidade seja uma condição multifatorial, na maioria dos casos está relacionada a hábitos repetidos ao longo do tempo, como alimentação desregulada, sedentarismo e questões emocionais ligadas ao comportamento alimentar.
Guto Galamba também afirma que transformar a obesidade em critério automático de prioridade pode gerar efeitos colaterais negativos, como a normalização do adoecimento e a redução do incentivo à mudança de hábitos. Segundo ele, do ponto de vista da psicologia comportamental, quando o custo de escolhas prejudiciais desaparece, a motivação para a mudança também tende a diminuir.






