O desastre socioambiental que atingiu bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol voltou ao centro do debate na Câmara Municipal de Maceió nessa terça-feira (3), data que marca oito anos do primeiro tremor registrado no Pinheiro. Até hoje, a mineradora Braskem é alvo de cobranças por reparações consideradas justas às famílias afetadas.
O tema foi levado ao plenário pelos vereadores Teca Nelma e Charles Hebert. Para Teca, a tragédia é o maior crime socioambiental da história de Maceió e permanece sem responsabilização efetiva. Segundo a parlamentar, mais de 60 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e cerca de 15 mil imóveis foram destruídos. Ela também criticou o que classificou como complacência institucional e afirmou que as vítimas continuam sem respostas adequadas.
Durante o discurso, a vereadora chamou atenção para áreas que permanecem isoladas, como os Flexais, em Bebedouro, além de regiões no Bom Parto. De acordo com ela, famílias aguardam realocação e indenizações, enquanto o Fundo de Amparo ao Morador não teria recursos suficientes para atender às demandas pendentes.
Charles Hebert reforçou a necessidade de repactuação dos acordos firmados com a mineradora, alegando que os valores não corresponderiam ao patrimônio da área afetada. O vereador afirmou que os terrenos estariam avaliados em cifras superiores às compensações anunciadas e defendeu maior responsabilização da empresa. Outros temas também foram discutidos na sessão, incluindo ações da Prefeitura na educação, projetos para o Benedito Bentes e aprovações de matérias legislativas voltadas a melhorias na capital.











