10 de janeiro de 2026
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Venezuelanos no Brasil o temem situação de parentes após ataque dos EUA

Venezuelanos que vivem em São Paulo relataram medo e incerteza sobre a situação de familiares que permanecem no país após a ação dos Estados Unidos que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro. O receio envolve possíveis retaliações, agravamento da violência e novas violações de direitos humanos.

A capital paulista abriga mais de 45 mil imigrantes venezuelanos, o sexto maior contingente do Brasil. Entre eles está o engenheiro Gustavo Perez, que deixou a Venezuela em 2018 após cruzar a fronteira por Roraima. Segundo ele, a deterioração das condições de vida e os abusos do regime motivaram a saída. “Há presos políticos, centros de tortura e pessoas desaparecidas. Isso é uma realidade antiga para nós”, afirmou.

Gustavo destacou que, apesar da prisão de Maduro gerar expectativa de mudança, o momento ainda é de apreensão. Seus pais e sogros vivem em Valência, no interior do país. “Ninguém sabe o que vai acontecer. O povo venezuelano convive há décadas com essa incerteza”, disse.

A arquiteta Diana Hung, que também mora em São Paulo, contou que decidiu adiar uma viagem à Venezuela devido ao agravamento da crise. “Não dá para prever o que pode acontecer, inclusive restrições de deslocamento”, explicou. Ela afirmou ter deixado o país em busca de melhores oportunidades profissionais.

Os relatos refletem o clima de tensão vivido por venezuelanos no Brasil, que acompanham à distância os desdobramentos políticos e militares no país de origem, temendo impactos diretos sobre familiares e amigos que permaneceram na Venezuela.