19 de março de 2026
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“Vão tocar no inferno; na minha cidade, não!”, diz prefeito sobre altos cachês de artistas em shows municipais

Durante uma reunião da Associação Municipalista de Pernambuco, o prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, fez duras críticas aos altos valores cobrados por artistas para apresentações em eventos públicos. Em tom enfático, ele afirmou que não pretende contratar shows com cachês considerados excessivos em seu município.

O posicionamento foi apresentado durante um encontro com gestores municipais, no qual Estrela classificou como “absurdo” o pagamento de cifras que chegam a R$ 1 milhão por apresentações de curta duração. Segundo ele, esse tipo de gasto não se justifica diante de demandas prioritárias como investimentos em saúde e educação.

No mesmo evento, prefeitos de diversas cidades pernambucanas chegaram a um consenso para estabelecer um limite nos valores pagos a artistas. A proposta aprovada recomenda que os cachês não ultrapassem R$ 350 mil, como forma de conter a escalada de preços e trazer mais equilíbrio aos gastos públicos com eventos.

A medida, no entanto, prevê exceções. Municípios com maior capacidade financeira ou eventos que contem com patrocínio da iniciativa privada poderão ultrapassar esse teto, desde que haja justificativa adequada, inclusive com possibilidade de respaldo jurídico.