No final de semana, o site UOL trouxe à tona uma reportagem em que aponta senadores aposentados que custam mais de R$ 14 milhões por ano à União. A lista é composta de 61 ex-senadores que fazem parte do direito que é regulamentado pela Lei n° 9.506/1997.
O interessante é que os valores variam entre R$ 38 mil reais até R$ cerca de 8 mil mensais pagos com dinheiro público. A lembrar que a reportagem obteve os dados e informações no Portal da Transparência do Senado e consideram os valores de janeiro de 2022 a janeiro de 2023.
“O maior montante é pago a Eduardo Suplicy (PT), atualmente vereador em São Paulo, de R$ 38.395,18 mensais. Em seguida, vem José Agripino Maia (União Brasil-RN), com R$ 38.282,91. O ex-presidente José Sarney (MDB-AP) é o terceiro maior beneficiário e recebe R$ 33.792,25 por mês. Esses valores são quase quatro vezes maiores do que o teto do INSS, atualizado para R$ 7.507,49 em 2023”, diz o texto da matéria do UOL.
De Alagoas, o Blog Kléverson Levy constatou que o ex-governador e ex-senador, Teotônio Brandão Vilela Filho (PSDB-AL), obtém uma aposentadoria do Senado Federal de exatos R$ 23.183,05. Téo Vilela foi senador da República por três mandatos consecutivos (1987-2006) e governou Alagoas por duas vezesconsecutivas (2007-2014).
O destaque é que as mulheres dos senadores também têm o direito de receber as aposentadorias depois da morte dos titulares. Segundo o que apurou a reportagem do UOL, há 75 beneficiárias que recebem mensalmente os salários de senadores mortos entre 1966 e 2022.
Lembrando: o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) foi instituído em 1963 e vale para senadores eleitos até 1997. Nessa modalidade, o benefício é proporcional aos oito anos de mandato. Os aposentados nesse plano têm direito a pensão de 26% do salário como senador, após oito anos de contribuição, e ao alcançar 50 anos de idade.
|Fonte: Blog Kléverson Levy








