Um ano, um mês e um dia após a noite que mudou para sempre a vida de Maria Daniela Ferreira Alves, o principal suspeito do crime, Victor Bruno da Silva Santos, segue foragido. Segundo a Polícia Civil de Alagoas, responsável pelas investigações, o jovem de 18 anos tem prisão preventiva decretada e continua sendo procurado pelas forças de segurança.
De acordo com a polícia, a expectativa é de que a captura aconteça em breve. Os investigadores avaliam que Victor Bruno não possui estrutura emocional nem recursos financeiros para permanecer escondido por muito tempo sem manter contato com alguém próximo. Ainda segundo a Polícia Civil, a família do suspeito afirma não saber onde ele está, mas a principal linha de investigação trabalha com a hipótese de que ele esteja mais perto do que se imagina.
Mas afinal, quem é Victor Bruno?
Victor Bruno era estudante do ensino médio, colega de sala de Maria Daniela, e já havia tido um relacionamento com a vítima em outro momento, fato que ele negou publicamente diversas vezes. Ele pertence a uma família tradicional da região de Arapiraca, conhecida também por envolvimento em episódios de conflitos e confusões. A família é proprietária de uma loja de compra e venda de veículos na cidade.
O pai de Maria Daniela afirma que nunca conheceu Victor Bruno antes do crime.
Na época, antes mesmo de ser indiciado, Victor Bruno e o pai gravaram um vídeo divulgado nas redes sociais alegando a inocência do jovem.
O crime ocorreu na noite de 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização escolar, em Coité do Nóia, no interior de Alagoas. As investigações apontam que Maria Daniela, então com 19 anos, foi dopada antes de sofrer violência sexual. Laudos toxicológicos identificaram substâncias químicas comumente associadas a crimes dessa natureza.
Segundo a denúncia, o ataque aconteceu em uma chácara da família do suspeito, no Povoado Poção. Horas depois, Daniela foi levada a uma unidade de saúde desorientada, com marcas de sangue, traumatismo craniano grave e sinais evidentes de violência.
Ela ficou cinco dias em coma e permaneceu internada por 19 dias. Ao despertar, relatou apenas que disse não querer manter relação sexual e que não se despiu. O Instituto Médico Legal confirmou o estupro, o uso de força física e o surgimento de sequelas cognitivas, inexistentes antes do crime.
Hoje, Maria Daniela enfrenta graves limitações motoras, cognitivas e psicológicas. Em casa, passa por fisioterapia frequente e luta para recuperar funções básicas, como escrever o próprio nome.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, que segue foragido. Informações sobre o paradeiro de Victor Bruno da Silva Santos podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.
Enquanto o acusado não é localizado, Maria Daniela tenta reconstruir a própria vida, profundamente marcada pela violência sofrida.








