12 de janeiro de 2026
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Turistas relatam desespero durante agressão de barraqueiros em Porto de Galinhas

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O casal de empresários Johnny Andrade Barbosa e Cleiton Zanatta gravaram um vídeo para contar a versão deles sobre as agressões que sofreram na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco, na tarde do sábado (27).

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os turistas de Mato Grosso sendo agredidos por barraqueiros enquanto tentam deixar a praia em um veículo da equipe de salva-vidas. Os homens relatam que as agressões começaram após eles se recusarem a pagar a conta do uso da barraca, que estaria quase o dobro do que havia sido combinado.

“Nós questionamos. Falamos ‘cara, não foi esse o valor que você havia combinado com a gente. Eu falei ‘eu não vou pagar, vou pagar o valor que a gente tinha combinado'”, conta Johnny.
“Ele disse ‘sim, você vai pagar esse valor’, já passou a mão na cadeira e jogou em mim. Eu tentei me defender e já me jogaram no chão”, narra o empresário. “Quando me dei conta, não era nem um e nem dois, tinham uns 10, 15 em cima da gente, batendo na gente”, diz. “Meu rosto está completamente danificado, toda a lateral do meu corpo está machucada”, , acrescenta ele, que apresenta um dos olhos inchados.

Johnny resume o ocorrido como “uma atrocidade” e “um massacre”. “Se não fossem os salva-vidas, esta hora a gente estaria morto, porque realmente foi um massacre”, avalia o turista. “Porto de Galinhas é um lugar maravilhoso, recebe turistas do mundo inteiro, só que, enquanto estiver essa situação, não venham para Porto de Galinhas”, diz Cleiton no vídeo.

O casal contou que planejava a viagem há seis meses. “Nós vamos processar a prefeitura e o Estado de Pernambuco e eu espero nunca mais na minha vida pisar nesse lugar. Estou intimando você [prefeito] a arcar com nossos prejuízos”, diz Cleiton.

Os turistas dizem ja ter acionado os advogados. Eles também criticaram a ausência de máquina de raio-x e ambulância na unidade de saúde de Porto de Galinhas. “Recebemos vários relatos de pessoas que passaram pela mesma situação”, afirma Cleiton.