O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta terça-feira (24), para declarar a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
O placar chegou a 4 votos a favor da condenação e dois contra. A relatora, Isabel Gallotti, foi acompanhada pelos ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha. Já Nunes Marques e André Mendonça divergiram e votaram contra a punição.
O julgamento analisa suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo contratações na Fundação Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo a maioria da Corte, houve uso indevido da máquina pública para beneficiar a campanha de reeleição.
Também são investigados no caso o ex-vice-governador Thiago Pampolha e o deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj. As ações apontam a existência de um esquema com milhares de contratações temporárias, que teriam sido utilizadas para fortalecer apoio político.
O processo chegou ao TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia rejeitado a cassação. Mesmo fora do cargo, Castro ainda pode ser declarado inelegível ao final do julgamento.









