17 de março de 2026
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Trump fala em “tomar Cuba” enquanto crise energética se agrava na ilha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (17) que o país poderia “tomar Cuba”, em meio ao agravamento da crise energética na Cuba. A declaração foi dada no mesmo dia em que a ilha registrou um colapso no sistema elétrico nacional.

Durante fala no Salão Oval, Trump mencionou a possibilidade de intervenção, sem detalhar se seria por meios diplomáticos ou militares. Questionado sobre o tema, evitou dar explicações objetivas.

A crise no país caribenho se intensificou após a interrupção no fornecimento de petróleo, atribuída ao endurecimento das sanções impostas por Washington. Cuba, que depende fortemente de combustível para geração de energia, enfrenta apagões frequentes, racionamento e dificuldades no abastecimento de serviços essenciais.

O apagão mais recente deixou grande parte da capital, Havana, sem energia. Embora o fornecimento tenha sido parcialmente restabelecido, a recuperação segue lenta. Nos últimos anos, falhas no sistema elétrico têm sido recorrentes, agravadas pela escassez de recursos e pela falta de investimentos em infraestrutura.

Autoridades cubanas responsabilizam as sanções dos EUA pela crise, enquanto críticos internos também apontam problemas estruturais na gestão energética. O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que a ilha está há meses sem receber petróleo, o que impacta diretamente o funcionamento do país.

Além da crise elétrica, o cenário inclui alta nos preços de combustíveis, redução de serviços públicos, cancelamento de voos internacionais e queda na atividade econômica. O governo cubano adotou medidas emergenciais, como redução de atividades escolares e racionamento de serviços.

A escalada nas declarações de Trump e o agravamento da situação interna elevam a tensão diplomática e aumentam as incertezas sobre os próximos desdobramentos envolvendo Cuba.