Nesta quinta-feira (8), completam-se três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as imagens da invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, correram o mundo e entraram para a história como um dos episódios mais graves contra a democracia brasileira.
Naquele domingo, milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas eleições de 2022, marcharam pela Esplanada dos Ministérios, romperam bloqueios policiais e invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), promovendo depredações e defendendo abertamente um golpe de Estado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recém-empossado.
O episódio foi precedido por semanas de tensão após uma das disputas eleitorais mais acirradas do país, vencida por Lula com 50,9% dos votos válidos contra 49,1% de Bolsonaro. A demora e o tom ambíguo do então presidente em reconhecer o resultado alimentaram manifestações antidemocráticas, incluindo bloqueios de rodovias em diversos estados, que chegaram a ultrapassar mil interdições, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
As investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República apontaram a existência de um plano para desacreditar o sistema eleitoral e tentar manter Bolsonaro no poder. O STF já julgou os principais núcleos do caso, com condenações de envolvidos, homologação de acordos de não persecução penal e ainda enfrenta o desafio de localizar réus foragidos, enquanto os processos seguem como um marco no enfrentamento a ataques à ordem democrática.






