21 de março de 2026
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Traficantes do Comando Vermelho tentaram pagar R$ 15 mil a policiais para libertar comparsa preso, aponta investigação

Mensagens obtidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) revelam que traficantes do Comando Vermelho (CV), atuantes no Complexo do Alemão, negociaram o pagamento de R$15 mil a policiais para conseguir a libertação de um aliado preso durante uma operação. O caso faz parte das investigações que levaram à operação mais letal da história do Rio de Janeiro.

O traficante Juan Breno Malta Rodrigues, conhecido como BMW, foi o responsável por negociar o suborno. Em mensagens trocadas por WhatsApp, BMW afirma que os policiais exigiram o valor para soltar o comparsa.

Nas conversas, uma mulher identificada como Danielle Silva dos Santos, integrante do CV, pressiona BMW para que o pagamento seja feito.

“Manda logo [o dinheiro], solta o moleque”, escreveu.

Diante da hesitação do criminoso, Danielle insiste:

“Era pra você mandar tudo. Nesse valor, nosso ministro solta ele depois. Nós somos uma equipe, amigo irmão, não somos parceiro de boca, não.”

O relatório policial cita ainda que BMW tem posição de liderança no tráfico da Gardênia Azul, sendo responsável por punições e execuções dentro da facção, além de comandar um grupo de matadores chamado Equipe Sombra. Apesar da importância dentro da organização, ele não foi preso durante a megaoperação.

A investigação também encontrou outras conversas que indicam o pagamento de “arrego”, propina paga a policiais, como prática recorrente entre os traficantes da região.