O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso nesta quarta-feira (18) após a Justiça Militar decretar sua prisão preventiva. Ele é acusado de feminicídio e fraude processual no caso que investiga a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A decisão foi tomada com base no avanço das investigações, que reuniram novos elementos e indícios considerados relevantes pelas autoridades responsáveis pelo inquérito.
Na chegada ao Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, o oficial foi registrado recebendo um abraço de outro policial e sem o uso de algemas, o que gerou forte repercussão nas redes sociais. Internautas questionaram o procedimento adotado, levantando debates sobre possíveis privilégios e tratamento diferenciado dentro das corporações, especialmente em casos de grande comoção envolvendo agentes de segurança pública.
De acordo com laudos da Polícia Técnico-Científica, foram identificadas inconsistências na versão inicial apresentada, levando ao descarte da hipótese de suicídio. As evidências apontam que a vítima pode ter sido assassinada, colocando o tenente-coronel como principal suspeito do crime. O caso segue em andamento, com novas etapas judiciais previstas, incluindo a continuidade das investigações e a possível apresentação de denúncia formal pelo Ministério Público.







