18 de março de 2026
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Tenente-coronel humilhava e chamava esposa de ‘burra’ e dizia que “lugar de mulher é em casa, cuidando do marido” antes de matá-la

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo obteve acesso a mensagens trocadas entre o tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, no Centro de São Paulo.

O oficial foi preso nesta quarta-feira (18), após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar. Ele é investigado pelos crimes de feminicídio e fraude processual no caso que chocou a corporação.

De acordo com as mensagens analisadas, Gisele relatava episódios frequentes de humilhação e comportamento abusivo por parte do marido. Em diálogos, ela afirma que era desrespeitada, provocada e exposta a situações constrangedoras, inclusive no ambiente de trabalho.

Em um dos trechos, a policial cobra mudança de postura e critica atitudes que classificou como “babacas” e “sem escrúpulos”. Segundo a investigação, os registros indicam um histórico de desgaste na relação, marcado por conflitos constantes e tratamento desrespeitoso.

Para a Corregedoria, os elementos apontam para um cenário de violência psicológica contínua, com tentativas de controle e desvalorização da vítima. Os investigadores avaliam que, antes do crime, a policial já vivia em um ambiente de relação abusiva e potencialmente violenta.