A Polícia Militar de São Paulo oficializou, nesta quinta-feira (2), a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que é réu pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.
De acordo com a corporação, o oficial solicitou aposentadoria com base em critérios proporcionais por idade, garantindo vencimentos integrais. Antes da prisão, seu salário bruto ultrapassava R$28 mil. Com os ajustes legais, o valor deve ficar em torno de R$20 mil mensais.
Mesmo com a ida para a reserva, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que segue em andamento um conselho de justificação, que pode resultar na perda do posto e da patente. O inquérito policial militar também está em fase final e será encaminhado ao Judiciário.
O oficial está preso preventivamente desde março, por decisão judicial, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio e fraude processual.
A soldado Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta em fevereiro, em um apartamento na região do Brás, em São Paulo. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência passou a ser investigada como feminicídio qualificado após a análise de laudos, depoimentos e provas digitais.
Segundo a investigação, há indícios de manipulação da cena do crime, contradições no depoimento do acusado e sinais de violência anteriores à morte. O exame necroscópico apontou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, em trajetória considerada incompatível com um tiro autoinfligido.







