A cúpula da CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS tem contestado decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que avalia terem atrapalhado os trabalhos do colegiado. Até o momento, ao menos dez pessoas foram dispensadas de comparecer à comissão por força de decisão da Corte.
Nomes considerados cruciais para a apuração sobre o esquema de descontos a aposentadorias e pensões garantiram no STF a possibilidade de faltar às oitivas.
O caso mais recente se refere a sessão programada para a última quarta-feira (18), quando deputados e senadores esperavam tomar o depoimento da presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira. A oitiva, no entanto, foi cancelada após o ministro Gilmar Mendes conceder habeas corpus que a desobrigou de comparecer.
Veja nomes que garantiram no STF a permissão para faltar à CPMI do INSS:
- Maurício Camisotti, empresário (esperado em 18/09/2025);
- Thiago Schettini, empresário (esperado em 17/11/2025);
- Rodrigo Moraes, sócio da ARPAR (esperado em 24/11/2025);
- Danilo Trento, empresário (esperado em 27/11/2025);
- Sandro Temer de Oliveira, representante de associações (esperado em 01/12/2025);
- Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master (esperado em 23/02/2026);
- Edson Cunha de Araújo, deputado estadual (esperado em 26/02/2026);
- Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master (esperado em 11/03/2026);
- Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (esperado em 16/03/2026);
- Leila Pereira, presidente do Banco Crefisa (esperada em 18/03/2026).
Instalada em agosto, a CPMI apura o esquema de fraudes a aposentadorias e pensões de segurados do INSS. O colegiado tinha prazo de funcionamento limitado a 28 de março, mas nessa segunda-feira (23), o ministro André Mendonça, do STF, decidiu prorrogar o funcionamento do colegiado







