O senador Marcos do Val (Podemos-ES), conhecido por seu alinhamento com pautas bolsonaristas, começou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica nesta segunda-feira (4), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi adotada após o parlamentar retornar ao Brasil, vindo dos Estados Unidos, sem a devida autorização judicial, em descumprimento às medidas cautelares que lhe haviam sido impostas.
Durante o recesso parlamentar, Do Val viajou para Orlando, mesmo tendo um pedido de autorização negado por Moraes no dia 16 de julho. Segundo o ministro, “cabe ao requerente adequar suas atividades às medidas cautelares determinadas e não o contrário”. O STF havia apreendido seus passaportes, incluindo o diplomático, no ano passado, no contexto de uma investigação da Polícia Federal sobre ataques e ofensas contra a corporação.
Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Federal abordou o senador no Aeroporto de Brasília, logo após o desembarque. Ele foi alvo de operação por parte da PF, que já havia tentado apreender seus documentos em outras ocasiões. A decisão de monitoramento eletrônico reforça as medidas impostas após Do Val burlar restrições judiciais ao deixar o país.
Em nota, o senador afirmou ter viajado “com toda a documentação diplomática e consular plenamente regular” e alegou que comunicou previamente sua saída ao STF, ao Itamaraty e ao Senado. No entanto, a versão diverge do posicionamento do ministro relator, que considera a viagem uma violação às ordens judiciais em vigor e manteve o rigor das restrições enquanto a investigação permanece em andamento.







