Com a proximidade da Semana Santa, mercados públicos e o Centro Pesqueiro de Jaraguá, em Maceió, registram aumento no fluxo de consumidores e nas vendas de pescados. Segundo comerciantes, a procura neste ano supera a do mesmo período de 2025, impulsionando a renda do setor.
Além de itens tradicionais, cresceu a busca por espécies antes menos procuradas, como arabaiana e cavala. Os preços variam conforme a oferta, podendo chegar a R$ 80 nos filés. Para os consumidores, a tradição mantém a demanda, mesmo com valores elevados.
“Lá onde eu moro não tem essa diversidade. É mais tilápia e pescada. Aqui já tem de tudo. É coisa de família. A gente foi criado assim e hoje passa isso para os mais novos. Semana Santa é comida de peixe, não pode faltar. Esse ano está mais difícil, porque estou acidentado, mas a gente vem. Procurar cioba, sirigado, camarão. O importante é não deixar a tradição morrer”, disse o pescador George Gomes, morador de atalaia.
O aumento da demanda neste período contribui diretamente para a geração de renda de comerciantes, pescadores e trabalhadores informais, fortalecendo a economia local. Além disso, reafirma a importância cultural da Semana Santa, que segue sendo preservada por meio de hábitos alimentares e encontros familiares.
A expectativa dos vendedores é de que o movimento continue intenso até o fim do feriado, consolidando o período como um dos mais relevantes para o setor pesqueiro na capital alagoana.







