A reta final da CPMI do INSS deve ser marcada por forte disputa política em Brasília. Em entrevista ao Agora Alagoas, no Direto de Brasília, o deputado Paulo Pimenta afirmou à jornalista Berenice Leite que a base do governo está preparada para confrontar o relatório do colegiado, que tem como relator o deputado Alfredo Gaspar.
Segundo Pimenta, a estratégia governista será apresentar um voto em separado com foco na responsabilização individual dos envolvidos. “Vamos individualizar a responsabilidade da pessoa, demonstrar o papel de cada um e propor o indiciamento”, afirmou. O parlamentar destacou que foram identificados dez núcleos de atuação no esquema, sendo nove ligados a operadores e um composto por servidores do Instituto Nacional do Seguro Social.
O deputado também apontou que o relatório deve detalhar mudanças ocorridas entre 2021 e 2022 que, segundo ele, facilitaram a atuação irregular dentro do sistema previdenciário. “Vamos demonstrar quem são os agentes públicos que promoveram essas mudanças e propor o indiciamento de cada um”, reforçou.
Para os casos em que ainda não há elementos suficientes, Pimenta defendeu a continuidade das investigações por parte da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Ele destacou que ainda há pontos a serem aprofundados, mas que a CPMI já reuniu material relevante para avançar nas responsabilizações.
Por fim, o deputado criticou a possibilidade de um relatório sem conclusões efetivas. Segundo ele, caso o parecer não apresente resultados concretos sobre as irregularidades no INSS e nos empréstimos consignados, há risco de rejeição. A expectativa é que o relatório final seja apresentado e votado até quinta-feira (26), encerrando os trabalhos da comissão.









