9 de janeiro de 2026
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Reitor alerta que corte no orçamento de 2026 pode comprometer funcionamento da Ufal

O reitor da Universidade Federal de Alagoas, Josealdo Tonholo, demonstra grande preocupação com os rumos da instituição em 2026, considerando que o orçamento para este ano está 13% menor em relação a 2025. Ele se uniu aos demais reitores e reitoras das universidades federais do Nordeste e também assinou nota conjunta que pede a recomposição orçamentária das Instituições Federais de Educação Superior (Ifes) para garantir inclusão e desenvolvimento regional.

Tonholo explica que a maior preocupação é em relação aos recursos de manutenção que mantêm o funcionamento regular da Universidade. “Esses recursos tiveram corte de quase R$ 7 milhões, e isso vai impactar nos contratos de limpeza, segurança, etc, além do forte impacto que teremos na assistência estudantil, com cerca de R$ 600 mil de corte. Começaremos 2026 com um orçamento bastante inferior ao mínimo necessário para fazer a universidade funcionar a contento. Saímos com uma perda de pelo menos 13% em relação ao ano passado, considerando o corte da LOA e a perda inflacionária”, reforçou.

O gestor reforça que a Ufal já não é mais uma universidade pequena e vem se empenhando a cada ano para formar bons profissionais e atender as demandas da sociedade, por meio das pesquisas e das ações de extensão. “Somos o maior vetor de desenvolvimento do estado de Alagoas! Vamos trabalhar com dificuldades, mas vamos sobreviver. O que não falta é competência e capacidade de trabalho para todo o time da Ufal, estudantes, técnicos e docentes. E a sociedade sabe da nossa importância. Pergunte a quem usa o HU [Hospital Universitário Professor Alberto Antunes]. Nosso HU teve 98% de avaliações excelentes pelos usuários”, destacou.

Tonholo diz que a Ufal e as demais universidades vão continuar conversando com o MEC e com a bancada federal. “Também vamos trabalhar com todas as prefeituras das cidades onde estamos instalados presencialmente, e vamos continuar com a parceria estratégica que temos com o governo do estado de Alagoas”, afirmou, ao confirmar que a articulação é fundamental para avançar: “A Andifes está prevendo uma reunião com o MEC no final do mês de janeiro para tratar do problema com o ministro Camilo Santana, que está devidamente atualizado sobre a situação de cada instituição”.