O influenciador, analista de mercado e produtor rural Matheus Pátria gerou repercussão nas redes sociais ao divulgar o extrato bancário de um suposto beneficiário do Bolsa Família que, somando auxílios como Primeira Infância, Criança Alagoana e Auxílio Gás, receberia cerca de R$ 1.727 mensais. Na publicação, Pátria questionou: “Qual a chance dessa pessoa acordar cedo para trabalhar?”.
O debate ocorre em meio à dificuldade enfrentada por supermercados para contratar funcionários, mesmo com cerca de 350 mil vagas abertas no país. Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apontam que 70% da força de trabalho do setor está concentrada em apenas dez cargos, muitos deles com escassez de mão de obra interessada ou qualificada.
Atualmente, o Bolsa Família atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, com valor mínimo do benefício ampliado de R$ 400 para R$ 600 no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2023, foi criada a chamada “regra de proteção”, que permite que famílias que aumentem a renda para até meio salário mínimo por pessoa continuem recebendo metade do benefício por até dois anos.
Estudos indicam que o público que mais deixa o mercado de trabalho é formado, principalmente, por mulheres com filhos pequenos, da região Nordeste, do meio rural e com baixa escolaridade. A principal justificativa apontada é a necessidade de cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. A pesquisa também conclui que o valor do Bolsa Família não representa um desincentivo generalizado ao trabalho nem provocou migração de empregos formais para informais.









