4 de abril de 2026
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Princípio ativo do Viagra pode ser esperança para portadores de síndrome grave e rara

Pesquisadores identificaram um possível novo uso para o sildenafil, substância conhecida por compor o Viagra. Um estudo realizado na Charité – Universitätsmedizin Berlin, na Alemanha, e publicado na revista Cell, indicou que o medicamento pode ajudar no tratamento da síndrome de Leigh, uma condição rara e grave. A pesquisa acompanhou seis pacientes de diferentes idades e observou melhora clínica após o uso contínuo da substância.

A síndrome de Leigh é uma doença genética que compromete a produção de energia nas células, devido ao mau funcionamento das mitocôndrias. Esse problema afeta principalmente o cérebro e os músculos, com sintomas que costumam surgir ainda na infância. Por ser uma condição rara, atingindo cerca de uma em cada 36 mil crianças, o avanço em pesquisas e tratamentos enfrenta diversas limitações.

Para tentar encontrar alternativas terapêuticas, os cientistas realizaram uma ampla triagem com mais de 5,5 mil compostos já aprovados ou com segurança comprovada. Entre eles, o sildenafil se destacou por apresentar efeitos positivos, como a melhora da atividade elétrica das células nervosas, apontando potencial como uma nova opção de tratamento para a doença.