O ex-presidente Fernando Collor, preso desde a tarde da última sexta-feira (25), está sendo mantido no Presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió (AL), em uma sala que anteriormente era usada pelo diretor da unidade. A decisão de adaptá-la partiu da direção do presídio, que considerou o espaço o único capaz de atender às necessidades de saúde de Collor, conforme determinação judicial.
A sala conta com ar-condicionado, banheiro privativo, é maior do que as celas comuns e está localizada no corredor administrativo do presídio. Nesta segunda-feira (28), juízes da 16ª Vara Criminal da Capital e um desembargador foram convidados para uma visita técnica às instalações. A iniciativa, solicitada pela gestão estadual à Justiça, tem como objetivo avaliar as condições do presídio, garantir o cumprimento das normas legais e regulamentares.
No sábado (26), a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) informou que respondeu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as condições de atendimento a Collor no presídio, mas não divulgou detalhes. A defesa de Collor, até o momento, não comentou sobre as condições em que ele se encontra.
Os advogados solicitaram a conversão da prisão para domiciliar, citando a idade do ex-presidente (75 anos) e problemas de saúde, como doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá se manifestar para que o ministro Alexandre de Moraes decida sobre o pedido.








