Os presidentes do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, prometeram atuar no Congresso Nacional para barrar a proposta do governo Luiz Inácio Lula da Silva que prevê o fim da escala 6×1. A manifestação ocorreu durante jantar com empresários promovido pelo Grupo Esfera, na noite desta segunda-feira, em São Paulo.
Valdemar defendeu a mobilização do setor empresarial para pressionar parlamentares e afirmou que a estratégia será impedir que a proposta avance para votação em plenário. Segundo ele, a intenção é trabalhar junto ao presidente da Câmara para travar a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde, segundo declarou, ocorrerá a principal disputa.
Antônio Rueda classificou a proposta como “avassaladora” caso seja levada ao plenário e disse ter posição pessoal contrária ao projeto. Para ele, a medida traria impactos negativos à economia, com risco de inflação. O dirigente afirmou que a estratégia conjunta com o PL será construir uma “blindagem” nas comissões, especialmente na CCJ, para retardar o andamento da matéria.
Pelo lado do governo, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniu-se com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele afirmou que há uma tendência global de redução da jornada de trabalho, mas ponderou que o debate deve ocorrer sem pressa, considerando as diferenças entre os setores produtivos.
A escala 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho com um dia de descanso semanal, e a proposta do governo é ampliar a folga para dois dias. O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que o relator da matéria na CCJ será indicado ainda esta semana. A ideia é unificar os textos apresentados por Érika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG).









