A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada pela câmara municipal de vereadores de Arapiraca investiga o pagamento de R$ 40 milhões para coleta do lixo da gestão do prefeito Luciano Barbosa (MDB), nos últimos dois anos, contratada através de um e-mail e em um suposto contrato sem licitação.
A representante jurídica da Ciano, empresa beneficiária do suposto esquema, Regina Celly, confirmou a forma de contratação, mas não revelou – nem para os vereadores, nem à imprensa – os valores que a empresa já recebeu nos últimos dois anos.
De acordo com o presidente da CPI, o vereador Túlio Pereira (PP), a empresa teria sido conivente com o erro, segundo ele, proposital da prefeitura de prorrogar o contrato sem licitação. O vereador anunciou também que o administrador da Ciano, Niraldo Pereira, sera convocado coercitivamente, assim como cinco funcionários da empresa, para na próxima terça-feira (13), às 9h30, serem interrogados na condição de suspeitos e por conivência sobre possíveis irregularidades no serviço, definição e autorização de pagamentos, tanto indenizatório quanto em contratos emergenciais. A perspectiva é de que até a primeira quinzena de março, os trabalhos da CPI estejam concluídos.
O relator da CPI do Lixo, o vereador Fábio Rogério Pereira (PSDB), ao final do depoimento, disse que 70% das investigações já foram finalizadas e que o depoimento de Regina, advogada da Ciano foi importante para confirmar suspeitas e indícios de irregularidades, tanto na contratação, quanto em pagamentos.
A expectativa é que o prefeito Luciano Barbosa, seja convocado para também depor na CPI, e todo o trabalho de investigação, será enviado para o promotor da 4ª Vara Cível de Arapiraca, Rogério Paranhos.











