O prefeito do Recife, João Campos, afirmou nesse sábado (31) que a Polícia Federal está oficialmente autorizada a investigar uma suposta ação clandestina de monitoramento e espionagem ilegal atribuída à Polícia Civil de Pernambuco. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a atuação da PF no caso. Para o prefeito, a medida representa um passo necessário para “fazer justiça”.
No texto, João Campos levanta questionamentos diretos sobre o episódio, especialmente pelo fato de os supostos atos terem ocorrido em ano eleitoral. “Quem deu a ordem? A quem interessou agir à margem da lei?”, escreveu, defendendo que Pernambuco e o Brasil não podem tolerar qualquer tipo de vigilância com finalidade política. Segundo ele, desde o início alertou para a gravidade da situação e para a necessidade de que as investigações sigam rigorosamente a legislação.
O prefeito também ressaltou que atos desse tipo não podem ficar impunes e que a participação da Polícia Federal será decisiva para esclarecer os fatos. Ele afirmou que o caso, até então, teria se limitado formalmente à existência de um grupo de WhatsApp, mas que o conteúdo exige apuração profunda. Apesar das críticas, João Campos fez questão de registrar respeito à Polícia Civil, destacando que a instituição não pode ser transformada em “polícia paralela” ou “polícia política”.
O prefeito foi enfático ao dizer que não será conivente com práticas ilegais ou clandestinas voltadas à perseguição eleitoral. João Campos afirmou confiar que a verdade prevalecerá e que os responsáveis serão devidamente identificados e responsabilizados, como forma de preservar a confiança da população nas instituições democráticas.









