4 de abril de 2026
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Policia Federal pede quebra de sigilos de Michelle e analisa eletrônicos do pai de Mauro Cid

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra dos sigilos bancário e fiscal da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para investigação sobre o suposto esquema internacional de venda de joias e outros presentes recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante o mandato.  Procurada, a assessoria da ex-primeira-dama não se manifestou neste domingo (13). A PF já havia pedido a quebra dos sigilos de Jair Bolsonaro. O STF ainda não respondeu as solicitações.

Na sexta (11), a PF deflagrou uma operação que tornou pública a investigação sobre a destinação dos presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro e que deveriam ser incorporados ao patrimônio da União. Peritos da PF passaram o sábado (12) analisando o material apreendido na sexta. O principal alvo é o telefone celular do general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que também é investigado. A PF também apreendeu um HD que estava em uma mala na casa de Mauro Lourena Cid.

A polícia ainda apreendeu mídias e computadores nos endereços de outros investigados: o advogado Frederick Wassef, que já defendeu a família Bolsonaro, e o segundo tenente Osmar Crivelatti, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro, e hoje é assessor pessoal na cota a que ele tem direito como ex-presidente. Agentes fizeram buscas e apreensões em endereços de alguns dos assessores mais próximos do ex-chefe do Executivo nacional. Os mandados, pedidos pela PF, foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. No fim da manhã de sexta, Moraes retirou o sigilo da decisão em que autorizou a busca e apreensão contra os suspeitos.