A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com apoio tático-operacional da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), desarticulou, nesta sexta-feira (09), quatro fazendas de mineração ilegal de criptomoedas na zona rural do município de Porto Real do Colégio, no interior do estado.
Durante a ação, foram localizados e apreendidos diversos equipamentos tecnológicos de alta performance, utilizados especificamente para a atividade conhecida como “mineração de criptomoedas”, que consiste na resolução e validação de complexas equações matemáticas, cujo resultado são moedas digitais de alto valor comercial. As investigações apontaram que a estrutura montada utilizava furto de energia elétrica em larga escala, por meio de ligações diretas e ilegais à rede de distribuição, além de bombeamento irregular de água do Rio São Francisco para manter o funcionamento contínuo das máquinas.
De acordo com o delegado Thales Araújo, diretor da Dinpol, a atividade de mineração de criptomoedas, por si só, não é ilegal, porém as condições em que as fazendas foram instaladas e operadas eram ilícitas. “As estruturas eram alimentadas por ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, em todos os locais descobertos. O consumo ilegal de energia era de tamanho vulto que causava instabilidade e picos de energia nos arredores, provocando a queima de aparelhos eletrodomésticos e prejuízos significativos à população inocente”, explicou.







