6 de abril de 2026
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PF informa ao STF que não recebeu imagens das câmeras corporais usadas por PMs na megaoperação

A Polícia Federal enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal informando que a Polícia Militar do Rio ainda não enviou à instituição as imagens das câmeras corporais usadas por agentes na megaoperação de outubro, quando 122 pessoas morreram nos complexos da Penha e do Alemão.

No documento, assinado pelo diretor-geral da PF, o delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues, em primeiro de abril, há ainda o pedido de mais prazo para que peritos consigam analisar todo o material.

O ofício, presente no processo da ADPF 635, tem seis considerações totais. Entre elas, a informação de que a PF recebeu, até o momento, apenas imagens das câmeras de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil. Desse material, dois arquivos de vídeo estão com erro de leitura, e outro foi enviado sem identificação. A soma do conteúdo é de aproximadamente 400 horas de gravação.

Além disso, houve o pedido de mais prazo de análise do material, considerando ainda a expectativa de que a PM responda ao ofício com o que está pendente. A decisão anterior estipulou 15 dias para o trabalho da PF, mas o delegado Andrei Augusto tenta uma ampliação para 90 dias.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que “todas as informações e materiais requisitados, como laudos e imagens, foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal por meio dos autos do processo da ADPF 635”.

No processo da ADPF, consta envio do material pela PM em 13 de fevereiro. O documento, que tem 678 páginas, tem as gravações identificadas por uma sequência numérica chamada de “hash”. Ela é única para cada vídeo.