4 de março de 2026
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Pesquisadores brasileiros descobrem forma de baratear o etanol de 2º Geração.

Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Bioquímica de Plantas da Universidade Estadual de Maringá (Bioplan-UEM) e do Laboratório de Fisiologia Ecológica da Universidade de São Paulo (Lafieco-USP) descobriu uma forma de tornar a produção de etanol de segunda geração mais fácil e consequentemente mais barata, possibilitando uma baixa no preço.

Eles conseguiram aumentar o processo de sacrificação do bagaço da cana-de-açúcar através da aplicação de um composto natural nas plantas. O etanol de segunda geração que tem como matéria prima o bagaço da cana, quando aplicado o composto natural se torna mais fácil ser digerido pelas enzimas, ou seja, será necessário utilizar menos enzimas que é o que mais encarece o etanol.

“Com a modificação na lignina, o bagaço se torna mais fácil de ser digerido pelas enzimas. Ou seja, será necessário utilizar menos enzimas no decorrer do processo. As enzimas correspondem à parte mais cara da produção do etanol de segunda geração”, explica o botânico Marcos Buckeridge, coordenador do Lafieco-USP e do INCT do Bioetanol. hoje em dia a maior parte desse bagaço é descartado pela indústria e “a utilização do bagaço poderia aumentar em até 40% a produção de etanol no Brasil”.