15 de janeiro de 2026
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“Perseguição política e escancarada”, diz Carlos sobre transferência de Bolsonaro para Papudinha

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a chamada “Papudinha”, no Complexo da Papuda. Em publicação no X, Carlos classificou a medida como um ato de “maldade” e afirmou que o pai estaria sendo vítima de uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito.

No texto, o parlamentar questiona a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão, especialmente pelos crimes de destruição de patrimônio público e tombado, organização criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo ele, o ex-presidente estava em Orlando, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro de 2023, e não participou dos atos na Praça dos Três Poderes. Carlos sustenta ainda que não houve movimento armado nem liderança de Bolsonaro, classificando as condenações como “injustas” e contraditórias.

Carlos Bolsonaro também alegou tratamento desigual em relação a aliados do PT, que, segundo ele, teriam cometido atos mais graves sem sofrer punições semelhantes. Na publicação, o vereador critica o que chama de aplicação seletiva do rigor penal e afirma que a tese adotada pelo Judiciário mistura a ideia de “crime de multidão” com a responsabilização direta do ex-presidente como líder dos acontecimentos.

Além das críticas jurídicas, o filho do ex-presidente destacou uma série de doenças e comorbidades atribuídas a Jair Bolsonaro, como problemas cardíacos, hipertensão, apneia do sono e câncer de pele, argumentando que o estado de saúde tornaria a transferência para um ambiente prisional mais severo desumana. Para Carlos, a decisão ultrapassa o cumprimento de uma sentença e se transforma em um marco simbólico de confronto institucional, com impactos que, segundo ele, atingem o próprio conceito de justiça e proporcionalidade no Brasil.