Uma controvérsia envolvendo o deputado federal Otoni de Paula ganhou repercussão após a divulgação de uma circular interna do Ministério de Avivamento Apostólico do Caminho (MAAC). No documento, a liderança religiosa informa que o parlamentar foi destituído de sua autoridade pastoral e não é mais reconhecido como pastor pela denominação.
A decisão, assinada pelo bispo Léo Assis, determina que Otoni de Paula está proibido de ocupar púlpitos, pregar ou exercer funções ligadas ao ministério dentro da igreja. A circular também menciona a aplicação de medidas disciplinares religiosas e afirma que ele ficará impedido de participar de determinadas atividades ministeriais até que haja mudança em sua conduta.
Segundo o texto, a medida foi motivada por um posicionamento político do deputado durante uma votação na Câmara dos Deputados do Brasil. O episódio ocorreu na eleição que definiu Erika Hilton como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, disputa que terminou com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. Nesse tipo de votação, os votos em branco não contam como oposição direta, apenas deixam de apoiar um candidato.
Parte da oposição havia articulado um boicote, orientando parlamentares a registrar voto em branco para tentar enfraquecer o processo. No entanto, alguns deputados participaram normalmente da escolha, entre eles Otoni de Paula, o que ajudou a garantir quórum para a realização da votação. Mesmo sem divulgação oficial do voto individual, críticos apontam que sua presença teria contribuído para frustrar a estratégia de boicote, já que o resultado final foi definido por uma margem mínima.







