6 de fevereiro de 2026
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Operação da PF na Sesau completa 50 dias e secretário afastado pode retornar em Junho

Levantamento publicado pelo blog do jornalista Ricardo Mota destaca que o afastamento do secretário de Saúde de Alagoas, Gustavo Pontes de Miranda, foi determinado pela Justiça Federal, e não pelo governador Paulo Dantas. A decisão teve prazo de 180 dias, o que permite o eventual retorno do gestor ao cargo a partir de junho, caso haja concordância tanto do governador quanto do próprio secretário.

Segundo o blog, apesar de a investigação contar com aval judicial e envolver, além da Polícia Federal, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS, críticas têm sido direcionadas apenas à atuação da PF, sob a alegação de que o órgão teria extrapolado suas atribuições. Nos bastidores, haveria movimentação em Brasília para tentar invalidar o inquérito.

A apuração integra a Operação Estágio 4, deflagrada em 16 de dezembro de 2025, que identificou indícios de favorecimento em contratos emergenciais firmados pela Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau) entre 2023 e 2025. Os contratos, que somam quase R$ 100 milhões, envolveriam duas empresas, uma fornecedora de material hospitalar e uma construtora, e teriam gerado pagamento de vantagens indevidas.

A investigação também apura o desvio de mais de R$ 18 milhões em recursos do SUS, por meio de ressarcimentos superdimensionados de consultas e procedimentos médicos que não teriam sido realizados. Parte dos valores teria sido repassada a integrantes do suposto esquema por transferências bancárias, saques em dinheiro e pagamentos indiretos, caracterizando, segundo a PF, práticas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.