O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou duramente a decisão da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de deixar o MDB para disputar uma vaga no Senado por São Paulo pelo PSB. Em declaração no sábado (21), Nunes afirmou que não esperava que a ministra “aceitaria ser marionete” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. Ele também rebateu falas do ministro Fernando Haddad sobre a ligação política de Tebet com São Paulo, defendendo que sua trajetória está enraizada no Mato Grosso do Sul.
Segundo o prefeito, Tebet construiu sua carreira política no estado sul-mato-grossense, onde foi prefeita e senadora, além de destacar a influência de seu pai, Ramez Tebet. Para Nunes, ao transferir o domicílio eleitoral para São Paulo, a ministra “abandonou” a população de origem em favor de um projeto político alinhado ao governo federal. “Isso é o mais grave”, afirmou. A filiação ao PSB deve ser oficializada nos próximos dias, encerrando quase três décadas de Tebet no MDB.
A mudança faz parte de uma articulação para viabilizar sua candidatura ao Senado em São Paulo, com possibilidade de integrar chapa encabeçada por Haddad ao governo estadual. Em despedida nas redes sociais, Tebet destacou a história do MDB e o papel do partido durante períodos autoritários. Apesar das críticas, a ministra aparece bem posicionada na disputa: pesquisa Realtime Big Data divulgada em 9 de março mostra liderança em diferentes cenários, com intenções de voto entre 16% e 20%, à frente de nomes como Guilherme Derrite, Marina Silva e Ricardo Salles.











