31 de março de 2026
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Nova lei quer promover adicional de insalubridade e periculosidade a professores

Porto da Folha (Sergipe), 10/11/2017 - Escolas com a pior nota do Enem. Mirelly da Silva, 17 anos, 2 ano, quer fazer administração (no prédio onde funcionava a antiga escola). Escola Estadual Quilombola 27 de maio - pior avaliação do Enem em 2015. A antiga escola foi desativada e os alunos tranferidos para o antigo anexo, que foi previamente reformado por entidades não governamentais. A escola fica na comunidade quilombola Mocambo. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Projeto de Lei 5264/25, do deputado Dr. Fernando Máximo (União-RO), garante aos profissionais do magistério da educação básica (da creche ao ensino médio) direito a adicionais de insalubridade e/ou periculosidade.

O adicional de insalubridade será devido em casos de exposição a ambientes com potencial risco à saúde, como contágio viral e bacteriano em massa, comum em creches. Além disso, ambientes com níveis de estresse ou ruídos excessivos, comprovados por perícia, também serão causa para o adicional.

Segundo Máximo, o adicional se justifica pela exposição contínua e massiva dos docentes a riscos biológicos, particularmente agudos ambientes de creche e educação infantil. “O ambiente de sala de aula é um espaço fechado de grande concentração de pessoas, um risco que se tornou notório após a pandemia de Covid-19”, disse.

Já o adicional de periculosidade valerá em situações de risco imediato à vida, como violência escolar, agressões físicas e verbais ou atividades em áreas de comprovada insegurança. A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pelo congresso nacional com maioria simples e ser sancionado pelo presidente.