O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas voltou a pressionar por avanços na reestruturação do Hospital Veredas, que está sob intervenção judicial provisória e atualmente é administrado pela empresa GEESTA. O tema foi debatido em reunião realizada no último dia 12 de fevereiro, com participação da Defensoria Pública da União (DPU) e da Advocacia-Geral da União (AGU).
Um dos principais pontos discutidos foi a suspensão dos programas de residência médica. A unidade deixou de ofertar novas vagas para 2026 após decisão do Conselho Nacional de Residência Médica (CNRM), vinculado ao Ministério da Educação. A gestão informou que acionou a Justiça contra a decisão e apresentou proposta de acordo, que será analisada pela AGU.
Também entrou em pauta a renovação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que sustenta a intervenção. O MPF pretende reunir os entes federativos envolvidos para discutir a continuidade do acordo e destacou a necessidade de o hospital diversificar receitas, reduzindo a dependência exclusiva de recursos públicos.
O órgão ainda solicitou esclarecimentos sobre reivindicações trabalhistas recentes. Segundo informado, foi firmado acordo para pagamento de salários atrasados, a ser homologado judicialmente.
Outros temas abordados incluíram a cessão de espaços da maternidade a empresa privada, que segundo a gestão, arca com custos operacionais e o uso da estrutura pelo programa “Saúde até Você”, do Governo de Alagoas, responsável pelos próprios insumos e despesas.
Ficou definido que as prestações de contas e auditorias terão fluxo mais ágil de envio ao MPF, conforme previsto no TAC. O órgão afirmou que seguirá acompanhando a execução das medidas e a regularidade dos serviços prestados à população.









