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MPAL propõe medida socioeducativa para adolescentes que cometeram injúria racial em colégio particular de Maceió

O Ministério Público de Alagoas (MPAL), cumprindo seu papel em defesa da dignidade humana, adotou as medidas cabíveis e propôs a instauração de Ação Socioeducativa Pública para que a Justiça possa aplicar a medida mais adequada aos cinco adolescentes responsáveis por atos de desrespeito e humilhação contra um aluno negro em um colégio particular de Maceió, no ano de 2024. Entre as ofensas proferidas pelos jovens estavam expressões como “Eca, não toque em mim, você é negro… Sujo” e “Para de macacada”. A audiência de apresentação dos adolescentes, com a presença dos pais, está marcada para esta sexta-feira (6), após o adiamento da sessão que ocorreria no dia 13 de maio. A promotora de Justiça Hylza Torres destacou que o objetivo da ação é reparar os danos causados ao adolescente negro, evitar que atos como esses se repitam e garantir uma resposta pedagógica adequada aos envolvidos. Mesmo após a vítima ser transferida para outra escola, as agressões continuaram por meio de chamadas de vídeo e imitações de gestos racistas. Segundo o MPAL, o estudante apresentou mudanças comportamentais, queda no rendimento escolar e precisou de acompanhamento psicológico. O caso só veio à tona após a irmã da vítima denunciar a situação nas redes sociais, o que gerou mobilização entre estudantes contra o racismo. A promotora também criticou a omissão da escola, que não adotou medidas eficazes nem tomou providências diante da gravidade dos fatos.
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