O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) apura uma suposta organização criminosa que movimentava mais de R$ 60 milhões na cidade de São José da Laje, na Zona da Mata alagoana. Em uma das partes da investigação, o presidente da Câmara de Vereadores do município, Júnior Urubinha, é suspeito de ser partícipe do esquema, sob a acusação de improbidade administrativa por firmar um contrato com a empresa de sua irmã, especializada em materiais de limpeza, produtos plásticos e higiene.
De acordo com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), há conexão direta entre a empresa CMM Silva Armazém e o vereador. A empresa é administrada por sua irmã, e Urubinha é o procurador legal, com total poder para representar a firma em decisões administrativas e financeiras. Como existe o vínculo com a prefeitura de São José da Laje, o vereador pode ser acusado de improbidade administrativa, uma vez que agentes públicos são proibidos de se beneficiarem de contratos com a administração pública.
A empresa nunca teve funcionários e declarou faturamento superior a R$ 2 milhões, mas movimentou mais de R$ 9 mi entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2024, beneficiária de repasses da Prefeitura de São José da Laje, do vereador Júnior Urubinha e de sua irmã, dona da CMM Silva Armazém.







